RN 543 da ANS: Portabilidade de Carências em Planos de Saúde

Introdução à RN 543 da ANS: O que é e qual seu propósito?

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) desempenha um papel fundamental na regulação e fiscalização dos planos de saúde no Brasil, buscando garantir a qualidade e a segurança dos serviços oferecidos aos beneficiários. Nesse contexto, a Resolução Normativa 543 (RN 543) se destaca como uma importante regulamentação que impacta diretamente a relação entre as operadoras de planos de saúde e os consumidores.

A RN 543 foi instituída pela ANS com o propósito de facilitar a portabilidade de carências entre planos de saúde, proporcionando aos beneficiários a possibilidade de trocar de operadora sem ter que cumprir novamente os prazos de carência já cumpridos no plano de origem.

Em outras palavras, seu principal objetivo é promover a mobilidade dos usuários de planos de saúde, garantindo-lhes maior liberdade de escolha e ampliando o acesso aos serviços de saúde suplementar.

Essa medida foi implementada para atender às demandas dos consumidores por maior flexibilidade e melhores opções de planos de saúde, permitindo que possam buscar alternativas mais adequadas às suas necessidades e preferências, sem o receio de perder os benefícios já adquiridos. Dessa forma, a RN 543 visa promover a concorrência entre as operadoras, estimulando a oferta de planos com condições mais vantajosas e serviços de qualidade.

No decorrer deste artigo, exploraremos em detalhes os principais aspectos da Resolução Normativa 543 da ANS, analisando seu impacto no mercado de planos de saúde, os direitos e benefícios que ela assegura aos consumidores, além de discutir os desafios e perspectivas para o futuro da portabilidade de carências no Brasil.

Entendendo as Regras da Portabilidade de Carências nos Planos de Saúde.

A portabilidade de carências é uma importante ferramenta que permite aos beneficiários de planos de saúde trocar de operadora sem precisar cumprir novamente os prazos de carência já cumpridos no plano de origem. No entanto, para garantir uma transição suave e eficaz, é essencial compreender as regras estabelecidas pela Resolução Normativa 543 (RN 543) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Neste artigo, vamos explorar detalhadamente as principais diretrizes e procedimentos envolvidos na portabilidade de carências nos planos de saúde.

  1. Definição de Portabilidade de Carências: Começaremos explicando o conceito de portabilidade de carências e sua importância para os beneficiários de planos de saúde. Abordaremos como essa medida visa oferecer mais liberdade de escolha aos consumidores e promover a concorrência entre as operadoras.
  2. Planos Abrangidos pela Portabilidade: Discutiremos quais tipos de planos de saúde estão abrangidos pela portabilidade de carências, incluindo planos individuais, familiares e coletivos por adesão.
  3. Requisitos para Realizar a Portabilidade: Exploraremos os requisitos que os beneficiários precisam cumprir para realizar a portabilidade de carências, como o tempo mínimo de permanência no plano de origem e a adimplência das mensalidades.
  4. Prazos e Limitações: Abordaremos os prazos e limitações estabelecidos pela RN 543, incluindo o período de solicitação da portabilidade e as carências já cumpridas no plano de origem que podem ser aproveitadas no novo plano.
  5. Procedimentos para Solicitar a Portabilidade: Descreveremos o passo a passo para solicitar a portabilidade de carências, desde a escolha do novo plano até a comunicação com a operadora de origem e a análise do pedido pela operadora receptora.
  6. Benefícios para os Consumidores: Destacaremos os benefícios que a portabilidade de carências proporciona aos consumidores, como a possibilidade de acesso imediato a serviços de saúde sem a necessidade de aguardar novos prazos de carência.
  7. Desafios e Limitações: Reconheceremos os desafios e limitações enfrentados pelos beneficiários ao realizar a portabilidade de carências, como a possibilidade de exclusão de coberturas já existentes no plano de origem.
  8. Garantias e Proteções: Discutiremos as garantias e proteções oferecidas aos consumidores pela ANS no contexto da portabilidade de carências, visando assegurar a transparência e a equidade no processo.

Ao compreender as regras e procedimentos da portabilidade de carências nos planos de saúde, os consumidores poderão tomar decisões mais informadas e assertivas, buscando planos que atendam melhor às suas necessidades e expectativas de saúde.

Quem Pode Utilizar a Portabilidade de Carências sob a RN 543 da ANS?

A portabilidade de carências, regulamentada pela Resolução Normativa 543 (RN 543) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), oferece aos beneficiários de planos de saúde a oportunidade de trocar de operadora sem precisar cumprir novamente os prazos de carência já cumpridos no plano de origem. No entanto, é importante compreender quem está apto a utilizar esse benefício. Abaixo estão os principais grupos que podem se beneficiar da portabilidade de carências conforme a RN 543:

  • Beneficiários de Planos Individuais e Familiares: Pessoas que possuem planos de saúde individuais ou familiares podem utilizar a portabilidade de carências, desde que atendam aos requisitos estabelecidos pela regulamentação.
  • Beneficiários de Planos Coletivos por Adesão: A RN 543 também contempla beneficiários de planos de saúde coletivos por adesão, que são aqueles contratados por pessoas jurídicas de caráter profissional, classista ou setorial, como sindicatos, associações profissionais ou empresas.
  • Tempo Mínimo de Permanência no Plano de Origem: Para utilizar a portabilidade de carências, os beneficiários devem ter cumprido um período mínimo de permanência no plano de origem. Esse período varia de acordo com o tipo de plano e pode ser consultado na regulamentação.
  • Adimplência das Mensalidades: Além disso, é necessário que os beneficiários estejam em dia com o pagamento das mensalidades do plano de saúde de origem. A inadimplência pode impedir a realização da portabilidade.
  • Mudança para Plano com Cobertura Equivalente ou Superior: A portabilidade de carências só pode ser realizada para planos de saúde que ofereçam cobertura equivalente ou superior à do plano de origem. Isso garante que os beneficiários não percam benefícios e direitos já adquiridos.

É importante ressaltar que a RN 543 estabelece diretrizes específicas para cada tipo de plano de saúde e define as condições necessárias para que os beneficiários possam exercer seu direito à portabilidade de carências. Ao entender quem pode utilizar esse benefício, os consumidores podem tomar decisões mais informadas sobre sua saúde suplementar e buscar planos que atendam melhor às suas necessidades e expectativas.

Limitações e Exceções da Portabilidade de Carências sob a RN 543.

Embora a portabilidade de carências, regulamentada pela Resolução Normativa 543 (RN 543) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ofereça aos beneficiários de planos de saúde a oportunidade de trocar de operadora sem precisar cumprir novamente os prazos de carência já cumpridos no plano de origem, é importante estar ciente das limitações e exceções que podem existir. Abaixo estão algumas das principais limitações e exceções da portabilidade de carências:

  1. Cobertura Equivalente ou Superior: A portabilidade de carências só pode ser realizada para planos de saúde que ofereçam cobertura equivalente ou superior à do plano de origem. Isso significa que o novo plano deve incluir os mesmos procedimentos, eventos e coberturas já contratados no plano anterior.
  2. Carências Já Cumpridas: Nem todas as carências do plano de origem podem ser aproveitadas no novo plano. A RN 543 estabelece que apenas as carências já cumpridas no plano de origem serão aproveitadas, desde que não tenham sido excedidas, conforme definido pela ANS.
  3. Exclusão de Coberturas: O novo plano de saúde pode não oferecer todas as coberturas existentes no plano de origem. Portanto, é importante verificar se alguma cobertura específica será excluída no novo plano e como isso pode afetar as necessidades de saúde do beneficiário.
  4. Planos com Cobertura Restrita: Alguns planos de saúde podem ter coberturas restritas ou específicas para determinados procedimentos ou especialidades médicas. Nesses casos, pode haver limitações na portabilidade de carências, especialmente se o novo plano não oferecer as mesmas coberturas restritas.
  5. Inadimplência ou Débitos Pendentes: Beneficiários com mensalidades em atraso ou débitos pendentes junto à operadora de planos de saúde de origem podem encontrar dificuldades para realizar a portabilidade de carências. É essencial estar em dia com os pagamentos para garantir o direito à portabilidade.
  6. Planos Cancelados ou Rescindidos: Em casos de cancelamento ou rescisão do plano de saúde de origem, o beneficiário pode perder o direito à portabilidade de carências. É importante verificar se o plano está ativo e em conformidade com as normas da ANS antes de solicitar a portabilidade.
  7. Restrições de Tempo e Prazo: A RN 543 estabelece prazos e limitações específicos para a realização da portabilidade de carências. Beneficiários devem observar essas restrições e garantir que todas as etapas do processo sejam concluídas dentro dos prazos estipulados pela regulamentação.

É fundamental que os beneficiários estejam cientes das limitações e exceções da portabilidade de carências antes de tomar qualquer decisão. Ao compreender esses aspectos, os consumidores podem realizar uma transição mais tranquila entre planos de saúde e garantir que suas necessidades de saúde sejam atendidas da melhor forma possível.

RN 543

Impacto da RN 543 no Mercado de Planos de Saúde: Maior Competitividade?

A Resolução Normativa 543 (RN 543) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) teve um impacto significativo no mercado de planos de saúde, especialmente no que diz respeito à competitividade entre as operadoras. Abaixo estão alguns dos principais aspectos desse impacto:

  • Estímulo à Concorrência: A possibilidade de portabilidade de carências oferecida pela RN 543 estimula a competição entre as operadoras de planos de saúde. As empresas precisam oferecer serviços de qualidade e condições mais atrativas para manter seus clientes e atrair novos beneficiários.
  • Ampliação das Opções para os Consumidores: Com a portabilidade de carências, os consumidores têm mais liberdade para escolher o plano de saúde que melhor atenda às suas necessidades e expectativas. Isso aumenta a pressão sobre as operadoras para oferecerem planos competitivos e diferenciados.
  • Melhoria na Qualidade dos Serviços: A concorrência resultante da RN 543 pode levar as operadoras a investirem na melhoria da qualidade dos serviços oferecidos. Elas buscam se destacar no mercado por meio de atendimento mais eficiente, cobertura abrangente e redes credenciadas de alta qualidade.
  • Inovação e Diversificação de Produtos: Para se destacarem no mercado, as operadoras podem buscar inovar e diversificar seus produtos e serviços. Isso pode incluir a oferta de planos com coberturas específicas, benefícios adicionais e serviços personalizados para atender às demandas variadas dos consumidores.
  • Negociações com Prestadores de Serviços: A competitividade aumentada pela RN 543 pode influenciar as negociações entre as operadoras de planos de saúde e os prestadores de serviços de saúde, como hospitais, clínicas e laboratórios. As operadoras podem buscar parcerias mais vantajosas e redes credenciadas mais abrangentes para oferecer aos beneficiários.
  • Pressão sobre os Preços: A competição resultante da RN 543 pode exercer pressão sobre os preços dos planos de saúde, levando as operadoras a revisarem suas políticas de preços e oferecerem opções mais acessíveis aos consumidores.

Em resumo, a Resolução Normativa 543 da ANS tem um impacto positivo no mercado de planos de saúde ao promover maior competitividade entre as operadoras, ampliar as opções para os consumidores, incentivar a melhoria na qualidade dos serviços e estimular a inovação e diversificação de produtos. Esses aspectos contribuem para um mercado mais dinâmico e eficiente, beneficiando os beneficiários de planos de saúde.

O Papel da ANS na Regulação da Saúde Suplementar e da RN 543.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) desempenha um papel crucial na regulação e fiscalização do setor de saúde suplementar no Brasil. Sua atuação visa garantir a qualidade, segurança e equidade nos serviços oferecidos pelos planos de saúde, protegendo os direitos dos consumidores e promovendo o desenvolvimento sustentável do mercado. No contexto da Resolução Normativa 543 (RN 543), a ANS assume um papel fundamental na implementação e monitoramento das regras relacionadas à portabilidade de carências. Abaixo estão os principais aspectos do papel da ANS nesse contexto:

  • Elaboração de Normas e Regulamentações: A ANS é responsável por elaborar normas e regulamentações que estabelecem as diretrizes e procedimentos relacionados à portabilidade de carências, como a RN 543. Essas normas são desenvolvidas com base em estudos técnicos, análises de mercado e consulta pública, visando garantir a eficácia e a equidade das regras.
  • Fiscalização e Monitoramento: A ANS fiscaliza e monitora o cumprimento das normas relacionadas à portabilidade de carências pelas operadoras de planos de saúde. Isso inclui verificar se as operadoras estão oferecendo informações claras e precisas aos consumidores sobre o processo de portabilidade, bem como garantir o cumprimento dos prazos e condições estabelecidos pela regulamentação.
  • Orientação aos Consumidores: A ANS fornece orientações e informações aos consumidores sobre seus direitos e opções em relação à portabilidade de carências. Isso inclui esclarecer dúvidas sobre os requisitos e procedimentos para realizar a portabilidade, bem como oferecer canais de atendimento para receber reclamações e denúncias relacionadas ao tema.
  • Estímulo à Transparência e Qualidade: A ANS promove a transparência e a qualidade no mercado de planos de saúde, incentivando as operadoras a oferecerem informações claras e objetivas sobre seus produtos e serviços, incluindo as condições para a portabilidade de carências. Isso contribui para uma relação mais equilibrada e confiável entre consumidores e operadoras.
  • Aprimoramento Contínuo das Regulamentações: A ANS está sempre atenta às demandas e desafios do mercado de saúde suplementar, buscando constantemente aprimorar suas regulamentações, incluindo aquelas relacionadas à portabilidade de carências. Isso pode envolver a revisão das regras existentes, a atualização de procedimentos ou a criação de novas normas para atender às necessidades dos consumidores e do mercado.

Em resumo, o papel da ANS na regulação da saúde suplementar e da RN 543 é fundamental para garantir um ambiente seguro, justo e transparente para os beneficiários de planos de saúde. A atuação da agência contribui para promover a concorrência saudável entre as operadoras, ampliar o acesso aos serviços de saúde e proteger os direitos dos consumidores.

Como a RN 543 Contribui para a Proteção do Consumidor de Planos de Saúde.

A Resolução Normativa 543 (RN 543) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) desempenha um papel significativo na proteção dos consumidores de planos de saúde ao estabelecer regras e diretrizes que visam garantir seus direitos e ampliar sua liberdade de escolha. Abaixo estão algumas maneiras pelas quais a RN 543 contribui para a proteção do consumidor:

  1. Maior Liberdade de Escolha: A RN 543 permite que os consumidores de planos de saúde tenham maior liberdade para escolher a operadora que melhor atenda às suas necessidades e expectativas. Ao possibilitar a portabilidade de carências, a regulamentação oferece aos beneficiários a oportunidade de trocar de plano sem perder os benefícios já adquiridos.
  2. Acesso a Serviços de Saúde sem Interrupção: Com a portabilidade de carências, os consumidores podem migrar para um novo plano de saúde sem precisar cumprir novamente os prazos de carência já cumpridos no plano de origem. Isso significa que eles têm acesso imediato a serviços de saúde essenciais, sem interrupções no atendimento.
  3. Proteção contra Exclusão Arbitrária: A RN 543 estabelece que as operadoras não podem impor carências adicionais aos consumidores que exercem seu direito à portabilidade, desde que cumpram os requisitos estabelecidos na regulamentação. Isso protege os beneficiários contra exclusões arbitrárias ou injustificadas por parte das operadoras.
  4. Informações Claras e Transparentes: A regulamentação exige que as operadoras forneçam informações claras e transparentes aos consumidores sobre o processo de portabilidade de carências, incluindo os requisitos, prazos e procedimentos envolvidos. Isso permite que os beneficiários tomem decisões informadas e assertivas sobre sua saúde suplementar.
  5. Fiscalização e Monitoramento: A ANS fiscaliza e monitora o cumprimento das regras estabelecidas pela RN 543 pelas operadoras de planos de saúde. Isso inclui verificar se as operadoras estão cumprindo os prazos e condições estabelecidos, bem como garantir que os consumidores estejam sendo devidamente informados sobre seus direitos e opções.
  6. Estímulo à Competição e Qualidade: A RN 543 promove a competição entre as operadoras de planos de saúde, incentivando-as a oferecerem serviços de qualidade e condições mais vantajosas para os consumidores. Isso contribui para elevar o padrão de qualidade do mercado de saúde suplementar como um todo.

Em resumo, a Resolução Normativa 543 da ANS desempenha um papel fundamental na proteção dos consumidores de planos de saúde, garantindo-lhes maior liberdade de escolha, acesso a serviços de saúde sem interrupção, proteção contra exclusão arbitrária, informações claras e transparentes, fiscalização e monitoramento eficazes, e estímulo à competição e qualidade. Esses aspectos contribuem para promover uma relação mais equilibrada e confiável entre consumidores e operadoras de planos de saúde.

Tendências Futuras na RN 543 e na Regulamentação da Saúde Suplementar e da Portabilidade.

  1. Aprimoramento dos Procedimentos de Portabilidade: Espera-se que a ANS continue aprimorando os procedimentos relacionados à portabilidade de carências, buscando simplificar e agilizar o processo para os consumidores. Isso pode incluir a implementação de plataformas online mais eficientes para solicitação e acompanhamento da portabilidade.
  2. Ampliação da Cobertura de Planos Abrangidos: Pode haver uma tendência de ampliação da cobertura de planos de saúde abrangidos pela portabilidade de carências, incluindo planos coletivos empresariais e odontológicos. Isso proporcionaria aos beneficiários uma gama ainda maior de opções para escolha e troca de planos.
  3. Inclusão de Novos Benefícios e Coberturas: Com o avanço da medicina e das necessidades de saúde da população, é possível que a regulamentação da portabilidade de carências evolua para incluir novos benefícios e coberturas, como telemedicina, terapias alternativas e tratamentos inovadores.
  4. Ênfase na Transparência e Informação ao Consumidor: A ANS pode intensificar seus esforços para garantir a transparência e fornecer informações claras e acessíveis aos consumidores sobre seus direitos e opções em relação à portabilidade de carências. Isso incluiria campanhas de conscientização e educação sobre o tema.
  5. Regulação de Planos de Saúde Digitais e Inovadores: Com o surgimento de novas tecnologias e modelos de negócios na área da saúde, é possível que surjam planos de saúde digitais e inovadores que ofereçam serviços diferenciados aos consumidores. A ANS pode precisar adaptar sua regulamentação para abordar essas novas modalidades de planos.
  6. Garantia de Equidade e Proteção aos Consumidores: Em meio a mudanças no mercado de saúde suplementar, é essencial que a regulamentação da portabilidade de carências continue a garantir a equidade e a proteção dos consumidores, evitando práticas discriminatórias ou abusivas por parte das operadoras de planos de saúde.
  7. Acompanhamento das Tendências Internacionais: A ANS pode buscar inspiração em práticas e regulamentações adotadas em outros países para aprimorar a portabilidade de carências no Brasil. Isso envolveria o acompanhamento de tendências internacionais e a adaptação das melhores práticas ao contexto nacional.

Em resumo, as tendências futuras na Resolução Normativa 543 e na regulamentação da saúde suplementar e da portabilidade incluem o aprimoramento dos procedimentos, a ampliação da cobertura de planos abrangidos, a inclusão de novos benefícios, a ênfase na transparência e informação ao consumidor, a regulação de planos digitais e inovadores, a garantia de equidade e proteção aos consumidores, e o acompanhamento das tendências internacionais. Essas medidas visam promover um mercado de saúde suplementar mais justo, eficiente e centrado no consumidor.

Aspectos Legais e Jurídicos Relacionados à RN 543 da ANS.

A Resolução Normativa 543 (RN 543) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabelece as regras e procedimentos para a portabilidade de carências entre planos de saúde no Brasil. Nesse contexto, diversos aspectos legais e jurídicos são relevantes para compreender a aplicação e os desdobramentos dessa regulamentação:

  • Legislação Pertinente: A RN 543 está inserida em um contexto jurídico mais amplo, que inclui leis e normas relacionadas à saúde suplementar no Brasil. Dentre elas, destacam-se a Lei nº 9.656/1998, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde, e as resoluções normativas e instruções normativas da ANS que regulam diversos aspectos do setor.
  • Princípios Constitucionais: A portabilidade de carências, prevista na RN 543, está alinhada a princípios constitucionais, como o direito à saúde (artigo 196 da Constituição Federal), a livre concorrência e a defesa do consumidor (artigo 170, inciso V, e artigo 5º, inciso XXXII, respectivamente).
  • Direitos dos Consumidores: A RN 543 visa proteger os direitos dos consumidores de planos de saúde, garantindo-lhes a possibilidade de trocar de operadora sem precisar cumprir novamente os prazos de carência já cumpridos no plano de origem. Isso está em consonância com o Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990), que assegura o direito à informação, à liberdade de escolha e à proteção contra práticas abusivas.
  • Responsabilidade das Operadoras: As operadoras de planos de saúde têm a responsabilidade legal de cumprir as disposições da RN 543 e facilitar o processo de portabilidade de carências para os beneficiários. Elas devem fornecer informações claras e precisas sobre os requisitos, prazos e procedimentos envolvidos na portabilidade.
  • Resolução de Conflitos: Em caso de conflitos ou descumprimento das regras estabelecidas pela RN 543, os beneficiários podem recorrer aos órgãos competentes, como a ANS e os órgãos de defesa do consumidor, para buscar a resolução do problema. Esse aspecto está relacionado às medidas de proteção e garantia dos direitos dos consumidores.
  • Possíveis Implicações Judiciais: O descumprimento das regras da RN 543 por parte das operadoras de planos de saúde pode resultar em medidas judiciais, como ações civis públicas e indenizações por danos morais e materiais. Nesse sentido, é importante que as operadoras estejam em conformidade com a regulamentação para evitar litígios judiciais.

Em suma, os aspectos legais e jurídicos relacionados à RN 543 da ANS envolvem a legislação pertinente ao setor de saúde suplementar, princípios constitucionais, direitos dos consumidores, responsabilidade das operadoras, resolução de conflitos e possíveis implicações judiciais. O cumprimento desses aspectos é essencial para garantir a eficácia e a justiça da portabilidade de carências no Brasil.

RN 543

Conclusão à RN 543: O Futuro da Portabilidade de Carências e seu Impacto na Saúde dos Brasileiros.

A Resolução Normativa 543 (RN 543) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) representa um marco importante na regulamentação dos planos de saúde no Brasil, especialmente no que diz respeito à portabilidade de carências. Ao longo deste artigo, exploramos os diversos aspectos relacionados a essa regulamentação, desde sua definição e propósito até seus impactos e desafios.

A portabilidade de carências, possibilitada pela RN 543, oferece aos beneficiários de planos de saúde a oportunidade de trocar de operadora sem precisar cumprir novamente os prazos de carência já cumpridos no plano de origem. Isso proporciona maior liberdade de escolha aos consumidores, ampliando suas opções de acesso a serviços de saúde e estimulando a competição entre as operadoras.

No entanto, para que a portabilidade de carências cumpra efetivamente seu papel na promoção da saúde dos brasileiros, é fundamental que sejam consideradas algumas questões essenciais. Entre elas, destacam-se a necessidade de garantir a transparência e a clareza das informações fornecidas aos consumidores, o aprimoramento dos procedimentos e prazos envolvidos na portabilidade, e a fiscalização rigorosa do cumprimento das regras pelas operadoras de planos de saúde.

Além disso, é importante pensar no futuro da portabilidade de carências e seu impacto na saúde dos brasileiros. Espera-se que a regulamentação continue a evoluir para acompanhar as mudanças no mercado de saúde suplementar, incorporando novas tecnologias, inovações e necessidades de saúde da população. Isso inclui a possibilidade de ampliar a cobertura de planos abrangidos, incluir novos benefícios e coberturas, e promover uma maior equidade no acesso aos serviços de saúde.

Em última análise, a RN 543 e a portabilidade de carências têm o potencial de contribuir significativamente para o aprimoramento do sistema de saúde suplementar no Brasil, promovendo a qualidade, a eficiência e a equidade no acesso aos serviços de saúde. Por meio de uma regulamentação eficaz e do engajamento de todos os atores envolvidos, podemos construir um futuro mais saudável e justo para todos os brasileiros.

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Dulce Delboni Tarpinian

Dulce Delboni Tarpinian

Atuo há 20 anos no segmento de Contact Center. Em 2006 fundei a Estrutura Dinâmica empresa que oferece humanização, resolutividade e inovação no atendimento.
Dulce Delboni Tarpinian

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