RN 338 da ANS: Desvendando as Regras dos Planos de Saúde

Introdução à Resolução Normativa 338 da ANS

No cenário complexo da saúde suplementar no Brasil, a regulação desempenha um papel fundamental na proteção dos direitos dos consumidores e na garantia da qualidade dos serviços prestados pelas operadoras de planos de saúde. Nesse contexto, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) desempenha um papel crucial como órgão regulador do setor, estabelecendo normas e diretrizes para orientar o funcionamento dos planos de saúde em todo o país.Uma das resoluções normativas mais importantes e abrangentes emitidas pela ANS é a RN 338. Esta resolução estabelece uma série de diretrizes e regras que visam aprimorar o funcionamento do sistema de saúde suplementar, protegendo os direitos dos beneficiários e promovendo a transparência e a equidade no setor.

Neste artigo, exploraremos em detalhes a Resolução Normativa 338 da ANS, analisando seus principais pontos, objetivos e impactos no contexto dos planos de saúde no Brasil. Desde sua origem até sua aplicação prática, buscaremos entender como essa normativa influencia tanto os consumidores quanto as operadoras de planos de saúde, além de discutir os desafios e perspectivas futuras relacionados a ela.

Ao compreendermos profundamente a RN 338, estaremos capacitados a tomar decisões mais informadas sobre questões relacionadas à contratação, cobertura e regulação dos planos de saúde, contribuindo para um sistema mais justo, transparente e acessível para todos os brasileiros.

Contexto histórico da criação da RN 338

Para compreender plenamente o significado e a importância da Resolução Normativa 338 (RN 338) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), é essencial contextualizá-la dentro da evolução histórica do setor de saúde suplementar no Brasil.

 

No final do século XX e início do século XXI, o sistema de saúde brasileiro passou por profundas transformações. O aumento da demanda por serviços de saúde, o envelhecimento da população e a crescente conscientização sobre a importância da assistência médica levaram a um aumento significativo na procura por planos de saúde privados. Como resposta a essa demanda, o mercado de saúde suplementar expandiu-se rapidamente, com um grande número de operadoras oferecendo uma variedade de planos e serviços aos consumidores.

 

No entanto, o rápido crescimento do setor trouxe consigo uma série de desafios e problemas. A falta de regulamentação adequada levou a práticas abusivas por parte de algumas operadoras, incluindo negativas injustificadas de cobertura, reajustes abusivos de mensalidades e falta de transparência nas informações prestadas aos beneficiários. Essas questões geraram uma crescente insatisfação entre os consumidores e destacaram a necessidade urgente de uma intervenção regulatória para proteger seus direitos e garantir a qualidade dos serviços prestados.

 

Nesse contexto, a ANS foi criada em 2000 com o objetivo de regular e fiscalizar o setor de saúde suplementar no Brasil. Desde então, a agência tem trabalhado continuamente para desenvolver e aprimorar regulamentações que promovam a transparência, equidade e qualidade nos serviços de saúde privados.

 

A RN 338 surge como parte desse esforço regulatório, representando um marco importante na proteção dos direitos dos consumidores e na promoção da sustentabilidade e eficiência do sistema de saúde suplementar. Ao estabelecer regras claras e objetivas para a operação das operadoras e garantir uma cobertura mínima obrigatória para os beneficiários, a RN 338 desempenha um papel crucial na busca por um sistema de saúde suplementar mais justo, transparente e acessível para todos os brasileiros.

 

Ao entender o contexto histórico que levou à criação da RN 338, podemos apreciar melhor sua importância e impacto no cenário da saúde suplementar no Brasil, bem como as razões pelas quais sua implementação é fundamental para garantir o bem-estar e a proteção dos consumidores.

Objetivos e propósitos da RN 338

A Resolução Normativa 338 (RN 338) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) foi desenvolvida com uma série de objetivos e propósitos destinados a promover a melhoria da qualidade dos serviços de saúde suplementar e proteger os direitos dos beneficiários dos planos de saúde. Abaixo, destacam-se os principais objetivos e propósitos da RN 338:

  • Proteção dos Direitos dos Consumidores: Um dos principais propósitos da RN 338 é assegurar que os consumidores de planos de saúde tenham seus direitos protegidos. Isso inclui garantir acesso a informações claras e precisas sobre os serviços oferecidos, assim como estabelecer mecanismos para proteger os beneficiários contra práticas abusivas por parte das operadoras.
  • Padronização e Transparência: A RN 338 estabelece padrões e diretrizes claras para a prestação de serviços de saúde suplementar. Isso promove a transparência no setor, permitindo que os beneficiários compreendam melhor seus direitos e o que esperar de seus planos de saúde.
  • Equilíbrio entre Operadoras e Consumidores: A normativa busca estabelecer um equilíbrio entre as operadoras de planos de saúde e os consumidores, garantindo que ambas as partes tenham seus interesses atendidos de maneira justa e equitativa.
  • Promoção da Qualidade e Eficiência: A RN 338 visa promover a qualidade e eficiência dos serviços de saúde suplementar, estabelecendo requisitos mínimos para a cobertura assistencial oferecida pelos planos e incentivando a adoção de práticas que melhorem a qualidade do atendimento aos beneficiários.
  • Garantia da Sustentabilidade do Setor: Ao estabelecer regras e diretrizes claras para a operação das operadoras de planos de saúde, a RN 338 contribui para a sustentabilidade do setor, garantindo sua viabilidade econômica e financeira a longo prazo.
  • Redução de Litígios e Conflitos: A normativa busca reduzir litígios e conflitos entre consumidores e operadoras de planos de saúde, fornecendo um quadro regulatório claro que orienta a relação entre as partes e estabelece mecanismos eficazes para a resolução de disputas.

Em resumo, a RN 338 da ANS tem como objetivos fundamentais proteger os direitos dos consumidores, promover a transparência e a qualidade dos serviços de saúde suplementar, e garantir a sustentabilidade e equilíbrio do setor. Ao cumprir esses propósitos, a normativa contribui para a construção de um sistema de saúde suplementar mais justo, eficiente e acessível para todos os brasileiros.

Principais pontos abordados na RN 338

A Resolução Normativa 338 (RN 338) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aborda uma série de pontos importantes que impactam diretamente os planos de saúde no Brasil. Aqui estão alguns dos principais pontos abordados na RN 338:

  1. Cobertura Assistencial Obrigatória: A RN 338 estabelece a lista de procedimentos e eventos em saúde que as operadoras de planos são obrigadas a cobrir. Essa lista define o rol de procedimentos mínimos que devem ser garantidos aos beneficiários.
  2. Segmentação Assistencial: Define as diferentes modalidades de planos de saúde, como ambulatorial, hospitalar, obstetrícia, entre outros, e as coberturas específicas de cada segmento.
  3. Regulamentação de Coparticipação e Franquia: Estabelece as regras para a aplicação de coparticipação e franquia nos planos de saúde, garantindo que esses mecanismos sejam transparentes e não configurem em ônus excessivo para os beneficiários.
  4. Atenção Integral à Saúde: Define diretrizes para a promoção da atenção integral à saúde, incentivando práticas que visem à prevenção de doenças e à promoção do bem-estar.
  5. Direitos dos Beneficiários: Estabelece os direitos dos beneficiários de planos de saúde, incluindo o acesso a informações claras sobre os serviços oferecidos, o direito à livre escolha de prestadores de serviços de saúde e o direito à cobertura de procedimentos necessários ao tratamento de doenças.
  6. Proibição de Negativa de Cobertura: Proíbe as operadoras de planos de saúde de negarem cobertura a procedimentos previstos na RN 338, desde que estejam dentro da segmentação contratada pelo beneficiário.
  7. Mecanismos de Controle e Fiscalização: Estabelece mecanismos de controle e fiscalização das operadoras de planos de saúde pela ANS, garantindo o cumprimento das normas estabelecidas e a proteção dos direitos dos consumidores.
  8. Reajuste de Mensalidades: Define regras para o reajuste de mensalidades dos planos de saúde, buscando evitar aumentos abusivos e garantir a sustentabilidade econômico-financeira do setor.
  9. Informações aos Consumidores: Determina que as operadoras de planos de saúde forneçam informações claras e precisas aos consumidores sobre os serviços oferecidos, os direitos e deveres dos beneficiários, e os procedimentos para solicitação de autorizações e reembolsos.

Esses são alguns dos principais pontos abordados na RN 338 da ANS, que têm um impacto significativo no funcionamento e na qualidade dos serviços de saúde suplementar no Brasil.

RN 313

Abrangência e aplicação da RN 338 nos planos de saúde

A Resolução Normativa 338 (RN 338) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) possui uma abrangência significativa e sua aplicação afeta diretamente todos os planos de saúde no Brasil. Abaixo, destacam-se a abrangência e a aplicação da RN 338 nos planos de saúde:

  1. Operadoras de Planos de Saúde: A RN 338 se aplica a todas as operadoras de planos de saúde que atuam no território brasileiro, sejam elas de natureza pública, privada ou filantrópica. Isso significa que as diretrizes estabelecidas na normativa devem ser seguidas por todas as empresas que comercializam planos de saúde no país.
  2. Beneficiários: A RN 338 protege os direitos dos beneficiários dos planos de saúde, garantindo que tenham acesso a uma cobertura assistencial mínima obrigatória, de acordo com a segmentação contratada. Isso inclui o direito a procedimentos médicos, hospitalares, ambulatoriais, obstétricos e odontológicos, entre outros.
  3. Cobertura Mínima Obrigatória: A RN 338 estabelece uma lista de procedimentos e eventos em saúde que devem ser obrigatoriamente cobertos pelos planos de saúde, independentemente da segmentação contratada. Essa cobertura mínima obrigatória garante que os beneficiários tenham acesso a serviços essenciais para o diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças.
  4. Coparticipação e Franquia: A normativa regula a aplicação de coparticipação e franquia nos planos de saúde, estabelecendo limites e condições para a cobrança desses valores adicionais pelos serviços utilizados pelos beneficiários.
  5. Transparência e Informação: A RN 338 determina que as operadoras de planos de saúde forneçam informações claras e precisas aos beneficiários sobre os serviços oferecidos, os direitos e deveres dos consumidores, os procedimentos para autorização de serviços e os canais de comunicação disponíveis para solicitações e reclamações.
  6. Proibição de Negativa de Cobertura: A normativa proíbe as operadoras de planos de saúde de negarem cobertura a procedimentos previstos na RN 338, desde que estejam dentro da segmentação contratada pelo beneficiário. Isso garante que os consumidores tenham acesso aos serviços de saúde necessários sem enfrentar barreiras injustificadas por parte das operadoras.

Em resumo, a RN 338 da ANS possui uma abrangência ampla e sua aplicação impacta todos os aspectos dos planos de saúde no Brasil, desde a prestação de serviços pelas operadoras até os direitos e deveres dos beneficiários. Essa normativa desempenha um papel fundamental na regulação do setor de saúde suplementar, promovendo a transparência, equidade e qualidade nos serviços oferecidos aos consumidores.

Cobertura assistencial mínima obrigatória conforme a RN 338

A Resolução Normativa 338 (RN 338) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabelece uma cobertura assistencial mínima obrigatória que todos os planos de saúde devem oferecer aos seus beneficiários. Essa lista de procedimentos e eventos em saúde garante que os beneficiários tenham acesso a uma assistência mínima necessária para o diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças. Abaixo estão alguns dos principais itens da cobertura assistencial mínima obrigatória conforme a RN 338:

  • Consultas Médicas: Consultas com médicos generalistas e especialistas, conforme necessário para o acompanhamento da saúde do beneficiário.
  • Exames Diagnósticos: Exames laboratoriais, de imagem e outros exames diagnósticos necessários para a investigação e monitoramento de condições de saúde.
  • Tratamentos Ambulatoriais: Procedimentos realizados em regime ambulatorial, como sessões de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, entre outros.
  • Internações Hospitalares: Cobertura para internações hospitalares, incluindo despesas com diárias hospitalares, honorários médicos, materiais e medicamentos utilizados durante o período de internação.
  • Cirurgias: Cobertura para cirurgias e procedimentos cirúrgicos necessários para o tratamento de doenças e condições de saúde, tanto em regime ambulatorial quanto hospitalar.
  • Atenção Obstétrica: Assistência pré-natal, parto e puerpério, incluindo consultas médicas, exames de pré-natal, acompanhamento do trabalho de parto e assistência pós-parto.
  • Atendimento de Urgência e Emergência: Cobertura para atendimentos de urgência e emergência, incluindo pronto-socorro, tratamento inicial de lesões e condições agudas.
  • Tratamento de Doenças Crônicas: Cobertura para tratamento de doenças crônicas, incluindo acompanhamento médico, exames periódicos e medicamentos necessários para o controle da condição.
  • Reabilitação e Cuidados Paliativos: Cobertura para programas de reabilitação física e mental, assim como cuidados paliativos para pacientes em estágio avançado de doenças graves.

Esses são alguns dos principais itens da cobertura assistencial mínima obrigatória estabelecida pela RN 338 da ANS. É importante ressaltar que essa lista pode sofrer atualizações e revisões periódicas pela ANS, conforme as necessidades e demandas do setor de saúde suplementar.

RN 338

Regulamentação de reembolsos e coparticipação pela RN 338

A Resolução Normativa 338 (RN 338) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) regulamenta tanto o reembolso quanto a coparticipação nos planos de saúde, estabelecendo regras claras para ambas as práticas. Abaixo, estão detalhadas as regulamentações relacionadas a esses aspectos:

  • Reembolso:
  1. Definição de Reembolso: A RN 338 define o reembolso como a devolução de despesas realizadas pelo beneficiário com serviços de saúde, quando utilizados em prestadores não credenciados pela operadora do plano.
  2. Valores de Reembolso: A normativa estabelece critérios para a definição dos valores de reembolso, levando em consideração a tabela de referência de preços da ANS e o tipo de procedimento realizado.
  3. Prazos para Reembolso: A RN 338 determina prazos máximos para que as operadoras de planos de saúde realizem o reembolso das despesas médicas aos beneficiários, garantindo um processo ágil e eficiente.
  4. Documentação Necessária: Estabelece os documentos e informações necessários para que o beneficiário solicite o reembolso, incluindo notas fiscais, recibos e relatórios médicos.
  • Coparticipação:
  1. Definição de Coparticipação: A RN 338 define a coparticipação como a participação financeira do beneficiário nos custos de determinados serviços de saúde utilizados, além do valor da mensalidade do plano.
  2. Limites e Percentuais de Coparticipação: Estabelece limites e percentuais máximos de coparticipação que podem ser aplicados pelas operadoras de planos de saúde, garantindo que esse custo adicional seja razoável e proporcional aos serviços utilizados.
  3. Serviços Sujeitos à Coparticipação: A normativa define quais serviços de saúde podem estar sujeitos à coparticipação, geralmente incluindo consultas médicas, exames diagnósticos, internações hospitalares, entre outros.
  4. Transparência e Informação: Determina que as operadoras de planos de saúde forneçam informações claras e precisas aos beneficiários sobre os serviços sujeitos à coparticipação, os valores cobrados e os limites estabelecidos pela RN 338.

Essas regulamentações da RN 338 visam garantir que tanto o reembolso quanto a coparticipação sejam realizados de forma transparente, justa e equitativa, protegendo os direitos e interesses dos beneficiários dos planos de saúde.

Procedimentos para reclamações e denúncias relacionadas à RN 338

Para lidar com reclamações e denúncias relacionadas à Resolução Normativa 338 (RN 338) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), existem procedimentos específicos que os consumidores podem seguir para garantir que suas questões sejam tratadas de maneira adequada. Abaixo estão os procedimentos comuns para reclamações e denúncias relacionadas à RN 338:

  • Contato com a Operadora: O primeiro passo para resolver uma reclamação ou problema relacionado à cobertura assistencial mínima obrigatória é entrar em contato diretamente com a operadora do plano de saúde. Isso pode ser feito por telefone, e-mail, chat online ou pessoalmente em uma das unidades de atendimento.
  • Registro da Reclamação: Durante o contato com a operadora, é importante registrar detalhadamente a reclamação, fornecendo todas as informações relevantes, como número do contrato, descrição do problema, datas e eventuais documentos comprobatórios.
  • Prazo para Resposta: A operadora tem um prazo determinado pela ANS para responder às reclamações dos beneficiários. Esse prazo pode variar dependendo da natureza do problema, mas geralmente é de até 5 dias úteis para questões simples e até 10 dias úteis para questões mais complexas.
  • Escalada da Reclamação: Caso a resposta da operadora não seja satisfatória ou caso o problema não seja resolvido dentro do prazo estabelecido, o beneficiário pode solicitar a escalada da reclamação para instâncias superiores dentro da própria operadora, como o serviço de ouvidoria.
  • Procurar a ANS: Se a reclamação não for resolvida de forma satisfatória pela operadora, o beneficiário pode procurar a ANS para registrar formalmente sua queixa. Isso pode ser feito por meio do portal da ANS na internet, pelo telefone 0800 701 9656 ou pessoalmente em um dos Núcleos da ANS.
  • Denúncias de Descumprimento da RN 338: Caso haja suspeita de descumprimento da Resolução Normativa 338 por parte da operadora de planos de saúde, os beneficiários podem denunciar o caso diretamente à ANS. A denúncia pode ser feita por meio do canal de atendimento da agência ou pelo formulário disponível em seu site.
  • Acompanhamento da Denúncia: Após o registro da denúncia, a ANS irá analisar o caso e tomar as medidas necessárias para garantir o cumprimento da RN 338. Os beneficiários podem acompanhar o andamento da denúncia por meio do portal da ANS ou entrar em contato com a agência para obter informações sobre o caso.

Esses são os procedimentos básicos que os beneficiários dos planos de saúde podem seguir para resolver reclamações e denúncias relacionadas à Resolução Normativa 338 da ANS. É importante lembrar que a ANS está disponível para auxiliar os consumidores e garantir que seus direitos sejam protegidos de acordo com a legislação vigente.

Comparação entre a RN 338 e outras normativas relevantes da ANS

RN 338

Uma comparação entre a Resolução Normativa 338 (RN 338) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e outras normativas relevantes pode destacar as diferenças e semelhanças entre elas, proporcionando uma visão mais abrangente do panorama regulatório dos planos de saúde no Brasil. Aqui está uma análise comparativa entre a RN 338 e outras normativas relevantes da ANS:

RN 338 vs. RN 259 (Cobertura Mínima Obrigatória):

  • A RN 338 define a cobertura assistencial mínima obrigatória que os planos de saúde devem oferecer aos beneficiários.
  • A RN 259 estabelece o rol de procedimentos e eventos em saúde que devem ser cobertos pelos planos de saúde, sendo complementar à RN 338.

RN 338 vs. RN 395 (Reajuste de Mensalidades):

  • A RN 338 regulamenta diversos aspectos dos planos de saúde, incluindo a cobertura mínima obrigatória, coparticipação e reembolso.
  • A RN 395 estabelece as regras para o reajuste de mensalidades dos planos de saúde, considerando diversos fatores econômicos e financeiros.

RN 338 vs. RN 433 (Procedimentos e Prazos para Autorização de Procedimentos Médicos):

  • A RN 338 define a cobertura mínima obrigatória, incluindo os procedimentos que devem ser autorizados pelas operadoras de planos de saúde.
  • A RN 433 estabelece os procedimentos e prazos para a autorização de procedimentos médicos, visando garantir o acesso rápido e eficiente aos serviços de saúde pelos beneficiários.

RN 338 vs. RN 404 (Contratação de Planos de Saúde Coletivos):

  • A RN 338 estabelece regras para a cobertura assistencial mínima obrigatória em todos os tipos de planos de saúde, sejam individuais, familiares ou coletivos.
  • A RN 404 regulamenta a contratação de planos de saúde coletivos, estabelecendo diretrizes específicas para esse tipo de modalidade de contratação.

RN 338 vs. RN 395 (Atendimento de Urgência e Emergência):

  • A RN 338 determina a cobertura mínima obrigatória para atendimento de urgência e emergência nos planos de saúde.
  • A RN 395 estabelece regras adicionais para o atendimento de urgência e emergência, garantindo acesso rápido e eficiente a esses serviços pelos beneficiários.

Essa comparação destaca como a RN 338 se relaciona e se complementa com outras normativas relevantes da ANS, formando um conjunto abrangente de regulamentações que visam garantir a qualidade, transparência e equidade nos serviços de saúde suplementar no Brasil.

Recomendações para consumidores e operadoras de planos de saúde diante da RN 338.

Diante da Resolução Normativa 338 (RN 338) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), tanto os consumidores quanto as operadoras de planos de saúde podem adotar uma série de recomendações para garantir o cumprimento das normas e promover uma relação saudável e transparente entre ambas as partes. Abaixo, estão algumas recomendações específicas para consumidores e operadoras de planos de saúde:

  • Para Consumidores:
  1. Conheça seus Direitos: Familiarize-se com os direitos garantidos pela RN 338, como a cobertura assistencial mínima obrigatória e as regras para coparticipação e reembolso.
  2. Leia o Contrato com Atenção: Antes de contratar um plano de saúde, leia cuidadosamente o contrato e verifique se todas as informações estão claras e compreensíveis, incluindo a cobertura oferecida, os custos envolvidos e os procedimentos para solicitação de serviços.
  3. Mantenha-se Informado: Esteja ciente das atualizações e alterações na legislação relacionada à saúde suplementar, incluindo revisões na RN 338 e outras normativas relevantes da ANS.
  4. Exerça seus Direitos: Caso tenha problemas com seu plano de saúde, como negativas de cobertura ou cobranças indevidas, não hesite em procurar a operadora e, se necessário, registrar uma reclamação junto à ANS.
  5. Participe do Processo de Fiscalização: Colabore com a fiscalização da ANS, fornecendo feedback sobre a qualidade dos serviços de saúde suplementar e denunciando práticas abusivas por parte das operadoras.
  • Para Operadoras de Planos de Saúde:
  1. Cumpra as Normas Estabelecidas: Esteja ciente das exigências e obrigações estabelecidas pela RN 338 e outras normativas da ANS e certifique-se de cumpri-las integralmente.
  2. Forneça Informações Transparentes: Disponibilize informações claras e precisas aos beneficiários sobre os serviços oferecidos, os direitos e deveres dos consumidores e os procedimentos para solicitação de autorizações e reembolsos.
  3. Respeite os Direitos dos Consumidores: Garanta o acesso dos beneficiários à cobertura assistencial mínima obrigatória estabelecida pela RN 338, evitando práticas abusivas, como negativas injustificadas de cobertura.
  4. Ofereça Canais de Comunicação Eficientes: Mantenha canais de comunicação eficientes e acessíveis aos beneficiários, facilitando o contato para esclarecimento de dúvidas, registro de reclamações e solicitação de serviços.
  5. Melhore Continuamente a Qualidade dos Serviços: Busque constantemente melhorias na qualidade dos serviços prestados, investindo em infraestrutura, tecnologia e capacitação de profissionais para garantir uma assistência de saúde de excelência aos beneficiários.

Ao seguir estas recomendações, consumidores e operadoras de planos de saúde podem contribuir para um ambiente mais transparente, justo e eficiente no setor de saúde suplementar, promovendo o cumprimento da legislação e garantindo a satisfação e o bem-estar dos beneficiários.

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Dulce Delboni Tarpinian

Dulce Delboni Tarpinian

Atuo há 20 anos no segmento de Contact Center. Em 2006 fundei a Estrutura Dinâmica empresa que oferece humanização, resolutividade e inovação no atendimento.
Dulce Delboni Tarpinian

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