RN 295 da ANS: Direitos e Deveres em Planos de Saúde

Introdução à RN 295 da ANS: O Que É e Por Que É Importante

A saúde é um dos pilares fundamentais do bem-estar de uma sociedade, e no Brasil, o setor de planos de saúde desempenha um papel crucial na garantia do acesso a serviços médicos de qualidade. Para regular esse setor e assegurar direitos tanto para beneficiários quanto para operadoras, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promulga diversas resoluções normativas, sendo a RN 295 uma das mais recentes e relevantes.

 

A Resolução Normativa 295 (RN 295) da ANS foi introduzida com o intuito de aprimorar a regulação dos planos de saúde no país, promovendo maior transparência, equidade e qualidade nos serviços oferecidos aos beneficiários. Trata-se de um marco significativo no cenário da saúde suplementar brasileira, pois estabelece diretrizes claras e atualizadas para as operadoras, ao mesmo tempo em que fortalece os direitos dos consumidores.

 

Neste artigo, exploraremos em detalhes o que é a RN 295 da ANS, analisando sua importância e os principais aspectos que a cercam. Desde suas origens e objetivos até suas implicações práticas para beneficiários e operadoras, vamos investigar como essa resolução está moldando o panorama dos planos de saúde no Brasil e por que sua compreensão é essencial para todos os envolvidos no setor.

 

Seja você um consumidor em busca de seus direitos, uma operadora procurando se adequar às novas regulamentações ou um profissional da área da saúde interessado nas últimas atualizações do setor, este artigo servirá como um guia abrangente sobre a RN 295 da ANS e seu impacto no contexto da saúde suplementar brasileira.

Histórico e Contexto da RN 295: Evolução da Regulação dos Planos de Saúde no Brasil

Para compreender plenamente a Resolução Normativa 295 (RN 295) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), é essencial contextualizá-la dentro da evolução da regulação dos planos de saúde no Brasil. Ao longo das últimas décadas, o país passou por um processo de refinamento e fortalecimento das medidas regulatórias para garantir a qualidade e a eficácia dos serviços de saúde suplementar oferecidos à população.

  • Origens da Regulação dos Planos de Saúde: O processo de regulamentação dos planos de saúde no Brasil remonta à década de 1960, com os primeiros esforços para controlar e supervisionar o setor em rápido crescimento. Desde então, diversas leis, decretos e resoluções foram promulgados para estabelecer diretrizes e padrões para as operadoras e beneficiários.
  • Criação da ANS: Um marco significativo na regulação dos planos de saúde foi a criação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 2000, por meio da Lei nº 9.961. A ANS foi estabelecida com o propósito específico de regular o setor de saúde suplementar, promovendo a defesa do interesse público e aprimorando a qualidade dos serviços prestados.
  • Resoluções Normativas Anteriores: Ao longo dos anos, a ANS emitiu uma série de resoluções normativas para abordar questões específicas relacionadas aos planos de saúde, como cobertura assistencial, reajuste de mensalidades, portabilidade de carências, entre outros temas. Essas resoluções desempenharam um papel crucial na evolução do arcabouço regulatório do setor.
  • Necessidade de Atualização: Com o contínuo desenvolvimento do sistema de saúde suplementar e as mudanças no cenário socioeconômico do país, tornou-se evidente a necessidade de atualizar e aprimorar as regulamentações existentes. A RN 295 da ANS surge como uma resposta a essas demandas, incorporando novas diretrizes e mecanismos para fortalecer a proteção dos consumidores e a sustentabilidade do mercado.

Ao explorar o histórico e o contexto da RN 295, é possível compreender melhor os motivos que levaram à sua criação e como ela se insere na trajetória mais ampla da regulação dos planos de saúde no Brasil. Essa análise ajuda a fornecer uma base sólida para a compreensão das disposições e implicações da resolução, bem como seu impacto no setor de saúde suplementar como um todo.

Objetivos da RN 295: Entendendo as Metas e Propósitos

A Resolução Normativa 295 (RN 295) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) foi concebida com uma série de objetivos claros e específicos, visando aprimorar a regulação dos planos de saúde no Brasil e promover benefícios tanto para os beneficiários quanto para as operadoras. Compreender esses objetivos é essencial para avaliar o impacto e a relevância da resolução no contexto da saúde suplementar brasileira.

  1. Promover Maior Transparência: Um dos principais objetivos da RN 295 é aumentar a transparência nas relações entre operadoras e beneficiários de planos de saúde. Isso inclui a divulgação clara e acessível de informações sobre coberturas, exclusões, rede credenciada, procedimentos, entre outros aspectos relevantes para os consumidores.
  2. Fortalecer os Direitos dos Consumidores: A resolução busca fortalecer os direitos dos beneficiários de planos de saúde, garantindo uma maior proteção contra práticas abusivas e injustas por parte das operadoras. Isso pode incluir medidas para facilitar o acesso a informações, simplificar processos de autorização e garantir o cumprimento de prazos e condições contratuais.
  3. Aprimorar a Qualidade dos Serviços: Outro objetivo fundamental da RN 295 é promover a melhoria contínua da qualidade dos serviços oferecidos pelas operadoras de planos de saúde. Isso envolve a implementação de padrões mais rigorosos de atendimento, a adoção de medidas para prevenir fraudes e abusos, e o estímulo à adoção de boas práticas assistenciais.
  4. Garantir a Sustentabilidade do Setor: Além de proteger os interesses dos consumidores, a resolução também visa garantir a sustentabilidade do mercado de saúde suplementar como um todo. Isso inclui medidas para controlar custos, evitar práticas anticoncorrenciais e promover a eficiência operacional das operadoras.
  5. Estimular a Inovação e a Competitividade: Por fim, a RN 295 busca estimular a inovação e a competitividade no setor de planos de saúde, incentivando a oferta de produtos e serviços diferenciados que atendam às necessidades e expectativas dos consumidores.

Ao compreender os objetivos da Resolução Normativa 295, torna-se possível avaliar de forma mais abrangente o impacto e a eficácia dessa medida na promoção de uma saúde suplementar mais justa, transparente e sustentável no Brasil. Esses objetivos refletem os princípios fundamentais que norteiam a atuação da ANS na regulação do setor e seu compromisso em garantir o acesso universal a serviços de saúde de qualidade.

RN 295

Principais Mudanças e Inovações da RN 295: Um Panorama Detalhado

A Resolução Normativa 295 (RN 295) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) introduziu uma série de mudanças significativas no cenário dos planos de saúde no Brasil. Essas mudanças visam aprimorar a regulação do setor, promover maior transparência e fortalecer os direitos dos consumidores. Abaixo, apresentamos um panorama detalhado das principais mudanças e inovações trazidas pela RN 295:

  • Padronização das Informações aos Consumidores: A RN 295 estabelece requisitos mais rigorosos para a padronização e disponibilização de informações aos consumidores sobre os planos de saúde, incluindo coberturas, rede credenciada, procedimentos, carências, entre outros aspectos.
  • Aprimoramento da Comunicação e Transparência: A resolução busca promover uma comunicação mais clara, objetiva e transparente entre as operadoras e os beneficiários de planos de saúde, facilitando o entendimento das condições contratuais e dos direitos e deveres de ambas as partes.
  • Proteção contra Práticas Abusivas: A RN 295 estabelece medidas mais rigorosas para proteger os consumidores contra práticas abusivas por parte das operadoras de planos de saúde, como reajustes abusivos de mensalidades, negativas indevidas de cobertura e descumprimento de prazos e condições contratuais.
  • Ampliação da Cobertura Assistencial: A resolução prevê a ampliação da cobertura assistencial mínima obrigatória dos planos de saúde, incluindo novos procedimentos, exames e tratamentos que passam a ser obrigatoriamente oferecidos pelas operadoras.
  • Facilitação do Acesso aos Serviços de Saúde: A RN 295 busca facilitar o acesso dos beneficiários aos serviços de saúde, simplificando processos de autorização, ampliando a rede credenciada de prestadores de serviços e estabelecendo mecanismos para agilizar o atendimento e a resolução de demandas dos consumidores.
  • Estímulo à Inovação e Qualidade: Além de promover mudanças regulatórias, a resolução busca estimular a inovação e a qualidade nos serviços de saúde suplementar, incentivando as operadoras a adotarem práticas mais eficientes, seguras e centradas no paciente.

Essas são apenas algumas das principais mudanças e inovações trazidas pela Resolução Normativa 295 da ANS. Ao adotar uma abordagem abrangente e proativa, a resolução visa promover um ambiente mais justo, transparente e sustentável no setor de planos de saúde, beneficiando tanto os consumidores quanto as operadoras.

Responsabilidades das Operadoras de Planos de Saúde: O Que Muda com a RN 295

A Resolução Normativa 295 (RN 295) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) redefine e reforça as responsabilidades das operadoras de planos de saúde, estabelecendo novos parâmetros e exigências para garantir a qualidade dos serviços prestados aos beneficiários. Abaixo, destacamos as principais mudanças e o que muda para as operadoras com a implementação da RN 295:

  • Transparência nas Informações Contratuais: As operadoras são obrigadas a fornecer informações claras e detalhadas sobre os planos de saúde oferecidos, incluindo coberturas, exclusões, rede credenciada, procedimentos, carências e demais condições contratuais. Essa transparência visa garantir que os beneficiários compreendam plenamente os termos do contrato e seus direitos e deveres.
  • Cumprimento de Prazos e Condições Contratuais: As operadoras devem cumprir rigorosamente os prazos e condições estabelecidos nos contratos de planos de saúde, incluindo a realização de procedimentos, autorizações, reembolsos e demais obrigações previstas. O descumprimento dessas obrigações pode acarretar em sanções e penalidades por parte da ANS.
  • Garantia de Acesso a Serviços de Qualidade: As operadoras são responsáveis por garantir o acesso dos beneficiários a serviços de saúde de qualidade, incluindo atendimento médico, exames, procedimentos e internações, conforme previsto nos contratos. Isso inclui a manutenção de uma rede credenciada de prestadores de serviços adequada e suficiente para atender às necessidades dos beneficiários.
  • Proteção contra Práticas Abusivas: As operadoras devem abster-se de práticas abusivas que prejudiquem os direitos dos consumidores, tais como reajustes abusivos de mensalidades, negativas indevidas de cobertura, recusa de atendimento sem justificativa adequada, entre outros. A RN 295 estabelece medidas para coibir essas práticas e proteger os beneficiários.
  • Implementação de Medidas de Controle e Fiscalização: As operadoras são responsáveis por implementar medidas eficazes de controle e fiscalização interna para garantir o cumprimento das normas e regulamentos estabelecidos pela ANS. Isso inclui a adoção de sistemas de monitoramento, auditoria e controle de qualidade dos serviços prestados.

Em suma, a RN 295 redefine e reforça as responsabilidades das operadoras de planos de saúde, estabelecendo padrões mais elevados de transparência, qualidade e eficiência nos serviços oferecidos aos beneficiários. As operadoras devem estar atentas às novas exigências e prontas para se adequar às mudanças, visando sempre garantir a satisfação e a proteção dos consumidores.

Conformidade e Fiscalização: Como as Operadoras Devem se Adequar à RN 295

A Resolução Normativa 295 (RN 295) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabelece diretrizes claras e exigências rigorosas para as operadoras de planos de saúde, visando promover maior transparência, qualidade e proteção aos beneficiários. Para garantir a conformidade com as disposições da RN 295 e evitar possíveis sanções, as operadoras devem seguir uma série de passos e implementar medidas específicas de adequação. Abaixo, destacamos como as operadoras podem se preparar e se adequar à RN 295:

  1. Avaliação e Análise Detalhada da Resolução: As operadoras devem realizar uma avaliação detalhada da RN 295, analisando cuidadosamente todas as disposições, exigências e prazos estabelecidos. Isso inclui a compreensão das mudanças específicas introduzidas pela resolução e como elas impactam as operações e os serviços oferecidos pela operadora.
  2. Identificação de Lacunas e Vulnerabilidades: Com base na análise da RN 295, as operadoras devem identificar eventuais lacunas, vulnerabilidades ou áreas de não conformidade em relação às novas exigências. Isso pode envolver uma revisão detalhada dos processos internos, políticas e procedimentos operacionais da operadora.
  3. Desenvolvimento de Planos de Ação e Adequação: Com base nas lacunas identificadas, as operadoras devem desenvolver planos de ação detalhados e estratégias de adequação para garantir o cumprimento das disposições da RN 295. Isso pode incluir a implementação de novos processos, a atualização de políticas e procedimentos, e a realização de treinamentos para colaboradores.
  4. Atualização de Documentação e Contratos: As operadoras devem revisar e atualizar toda a documentação relevante, incluindo contratos de planos de saúde, materiais de comunicação com os beneficiários, e demais documentos institucionais para garantir a conformidade com as exigências da RN 295.
  5. Implementação de Controles Internos e Monitoramento: As operadoras devem implementar controles internos eficazes e mecanismos de monitoramento para garantir o cumprimento contínuo das disposições da RN 295. Isso pode incluir a adoção de sistemas de auditoria, monitoramento de indicadores de desempenho e implementação de canais de denúncia e feedback.
  6. Preparação para Fiscalização da ANS: As operadoras devem estar preparadas para possíveis auditorias e fiscalizações por parte da ANS, demonstrando evidências concretas de conformidade com as exigências da RN 295. Isso inclui a organização e manutenção de registros atualizados, relatórios e documentação comprobatória.

Em suma, as operadoras de planos de saúde devem adotar uma abordagem proativa e sistemática para se adequar à RN 295, garantindo o cumprimento das exigências da resolução e promovendo a excelência na prestação de serviços de saúde suplementar. A conformidade com as disposições da RN 295 não apenas protege as operadoras de possíveis sanções, mas também contribui para a construção de uma relação de confiança e credibilidade com os beneficiários.

RN 211

Impacto Econômico da Resolução Normativa 295: Custos e Benefícios

A Resolução Normativa 295 (RN 295) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não apenas traz mudanças significativas na regulação dos planos de saúde, mas também tem um impacto econômico substancial, afetando tanto as operadoras quanto os beneficiários. Abaixo, exploramos os custos e benefícios associados à implementação da RN 295:

  • Custos:
  1. Investimentos em Tecnologia e Processos: As operadoras podem enfrentar custos iniciais significativos para atualizar seus sistemas de tecnologia da informação e processos operacionais, a fim de cumprir as novas exigências da RN 295, como padronização de informações e transparência.
  2. Treinamento e Capacitação de Pessoal: É necessário investir em treinamento e capacitação dos funcionários para garantir que estejam familiarizados com as mudanças introduzidas pela RN 295 e possam cumprir as novas diretrizes de forma eficaz.
  3. Aumento de Despesas Administrativas: A implementação das novas regras da RN 295 pode resultar em um aumento das despesas administrativas das operadoras, à medida que elas precisam dedicar recursos adicionais para garantir a conformidade e o cumprimento das exigências.
  • Benefícios:
  1. Melhoria da Qualidade dos Serviços: A RN 295 visa melhorar a qualidade dos serviços de saúde suplementar, promovendo maior transparência, acesso e proteção aos beneficiários. Isso pode resultar em uma melhor experiência do cliente e em uma maior satisfação dos beneficiários.
  2. Redução de Litígios e Reclamações: Ao estabelecer diretrizes mais claras e rigorosas, a RN 295 pode ajudar a reduzir litígios e reclamações entre as operadoras e os beneficiários, resultando em economias de custos associadas a processos judiciais e administrativos.
  3. Prevenção de Fraudes e Abusos: A resolução também pode contribuir para a prevenção de fraudes e abusos no setor de saúde suplementar, protegendo os consumidores contra práticas injustas e garantindo uma competição mais justa entre as operadoras.
  4. Aumento da Competitividade e Inovação: Ao promover padrões mais elevados de qualidade e transparência, a RN 295 pode estimular a competição saudável entre as operadoras e incentivar a inovação na oferta de produtos e serviços, beneficiando os consumidores com uma maior variedade de opções.

Em resumo, embora a implementação da Resolução Normativa 295 possa resultar em custos iniciais para as operadoras, os benefícios a longo prazo incluem uma melhoria significativa na qualidade dos serviços, redução de litígios e reclamações, prevenção de fraudes e abusos, e aumento da competitividade e inovação no setor de saúde suplementar. Esses benefícios não apenas agregam valor aos consumidores, mas também contribuem para a sustentabilidade e o desenvolvimento do mercado de planos de saúde como um todo.

Consulta Pública e Participação Social na Elaboração da RN 295

Um aspecto fundamental da elaboração da Resolução Normativa 295 (RN 295) foi o envolvimento da sociedade por meio de consulta pública, garantindo a participação ativa de diferentes partes interessadas no processo de tomada de decisão. A ANS promoveu consultas públicas para debater e receber contribuições sobre as propostas de regulamentação, proporcionando transparência e democracia na construção das normas que regem o setor de saúde suplementar. Abaixo, destacamos a importância da consulta pública e da participação social na elaboração da RN 295:

  • Transparência e Democracia: A realização de consultas públicas pela ANS permite que todas as partes interessadas, incluindo operadoras, beneficiários, profissionais de saúde e demais membros da sociedade civil, tenham acesso às propostas de regulamentação e possam contribuir com suas opiniões e sugestões. Isso promove transparência no processo decisório e fortalece os princípios democráticos.
  • Ampla Participação: As consultas públicas permitem uma ampla participação da sociedade na elaboração das normas que afetam diretamente o setor de saúde suplementar. Por meio de audiências públicas, debates, envio de contribuições escritas e outros mecanismos de participação, os interessados têm a oportunidade de expressar suas preocupações, apresentar propostas e influenciar o conteúdo das regulamentações.
  • Envolvimento das Partes Interessadas: A consulta pública envolve ativamente as partes interessadas no processo de elaboração das normas, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e consideradas pelas autoridades reguladoras. Isso contribui para a legitimidade e aceitação das regulamentações, pois refletem as necessidades e expectativas da sociedade como um todo.
  • Qualidade e Efetividade das Regulamentações: A participação social e as contribuições recebidas por meio das consultas públicas ajudam a enriquecer o processo de elaboração das regulamentações, fornecendo insights, conhecimentos especializados e perspectivas diversas sobre os desafios e oportunidades enfrentados pelo setor de saúde suplementar. Isso pode resultar em regulamentações mais abrangentes, equilibradas e eficazes, capazes de atender melhor às necessidades e interesses de todas as partes envolvidas.

Em suma, a consulta pública e a participação social desempenham um papel crucial na elaboração da Resolução Normativa 295 e de outras normas regulatórias da ANS, promovendo transparência, democracia e qualidade nas decisões que impactam o setor de saúde suplementar. O envolvimento ativo das partes interessadas no processo de tomada de decisão é essencial para garantir que as regulamentações reflitam os interesses e necessidades da sociedade como um todo.

Desafios e Críticas: Aspectos Controversos ou Desafios na Implementação da RN 295

Apesar dos objetivos nobres e das potenciais melhorias que a Resolução Normativa 295 (RN 295) pode trazer para o setor de saúde suplementar, sua implementação também enfrenta uma série de desafios e críticas. Abaixo, destacamos alguns dos aspectos controversos e desafios associados à RN 295:

  1. Custos de Adequação: Para as operadoras de planos de saúde, a adequação às novas exigências da RN 295 pode representar custos significativos, incluindo investimentos em tecnologia, treinamento de pessoal e atualização de processos operacionais. Esses custos adicionais podem impactar os preços dos planos de saúde e, consequentemente, os custos para os beneficiários.
  2. Complexidade das Regulamentações: A RN 295 introduz uma série de novas regras e exigências para as operadoras de planos de saúde, o que pode aumentar a complexidade do ambiente regulatório e administrativo. Lidar com essa complexidade pode ser um desafio para as operadoras, especialmente para aquelas de menor porte ou com recursos limitados.
  3. Impacto nos Pequenos Prestadores de Serviços: As novas exigências da RN 295 podem ter um impacto desproporcional sobre os pequenos prestadores de serviços de saúde, que podem ter dificuldade em se adequar às novas regulamentações devido a restrições financeiras ou de capacidade. Isso pode afetar a disponibilidade e a acessibilidade de serviços de saúde para os beneficiários.
  4. Resistência de Algumas Operadoras: Algumas operadoras de planos de saúde podem resistir à implementação das novas regulamentações, seja por questões financeiras, operacionais ou ideológicas. Isso pode levar a atrasos na conformidade e à necessidade de intervenção regulatória por parte da ANS.
  5. Necessidade de Acompanhamento e Fiscalização: Para garantir o cumprimento efetivo das disposições da RN 295, é necessário um acompanhamento e fiscalização rigorosos por parte da ANS. Isso pode representar um desafio logístico e operacional para a agência, especialmente diante da diversidade e complexidade do mercado de saúde suplementar.
  6. Expectativas dos Beneficiários: Os beneficiários de planos de saúde podem ter expectativas elevadas em relação aos benefícios e proteções oferecidos pela RN 295. Se essas expectativas não forem plenamente atendidas, isso pode resultar em descontentamento e críticas por parte dos consumidores.

Em resumo, embora a Resolução Normativa 295 tenha o potencial de trazer melhorias significativas para o setor de saúde suplementar, sua implementação enfrenta uma série de desafios e críticas que precisam ser abordados de forma adequada para garantir o sucesso e a eficácia das regulamentações. O diálogo contínuo entre as partes interessadas e um acompanhamento cuidadoso por parte das autoridades reguladoras são essenciais para superar esses desafios e promover uma saúde suplementar mais justa, transparente e sustentável.

RN 295

Perspectivas Futuras: O Que Esperar do Futuro da Regulação de Planos de Saúde com Base na RN 295

A Resolução Normativa 295 (RN 295) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) marca um passo significativo na regulação dos planos de saúde no Brasil, mas também serve como um ponto de partida para o aprimoramento contínuo e a evolução do setor. Com base na RN 295, é possível antecipar algumas perspectivas futuras para a regulação de planos de saúde:

  • Mais Transparência e Proteção ao Consumidor: Espera-se que futuras regulamentações continuem a promover a transparência nas relações entre operadoras e beneficiários, fornecendo informações claras e acessíveis sobre coberturas, exclusões, procedimentos e direitos. Além disso, é provável que haja um foco contínuo na proteção dos consumidores contra práticas abusivas e injustas por parte das operadoras.
  • Inovação e Adaptação às Mudanças Tecnológicas: Com o avanço da tecnologia e a digitalização dos serviços de saúde, é esperado que futuras regulamentações incentivem a inovação e a adaptação às novas tendências do setor. Isso pode incluir a promoção de telemedicina, saúde digital e outras soluções tecnológicas que melhorem o acesso e a qualidade dos serviços de saúde suplementar.
  • Ênfase na Qualidade e Eficiência dos Serviços: O futuro da regulação de planos de saúde provavelmente continuará a enfatizar a importância da qualidade e eficiência dos serviços oferecidos pelas operadoras. Isso pode incluir medidas para promover a melhoria contínua da assistência médica, a prevenção de eventos adversos e a redução de desperdícios e custos desnecessários.
  • Enfrentamento dos Desafios Emergentes: À medida que novos desafios emergem no setor de saúde suplementar, é provável que futuras regulamentações busquem abordar questões como envelhecimento da população, aumento da demanda por cuidados de longo prazo, pandemias e crises de saúde pública, entre outros. Isso pode exigir uma abordagem adaptativa e flexível por parte das autoridades reguladoras.
  • Fortalecimento da Fiscalização e Controle: Para garantir o cumprimento efetivo das regulamentações e proteger os interesses dos consumidores, é esperado que haja um fortalecimento contínuo da fiscalização e controle por parte da ANS. Isso pode incluir a adoção de tecnologias de monitoramento avançadas, parcerias com outras agências reguladoras e uma abordagem proativa para identificar e prevenir irregularidades.

Em resumo, o futuro da regulação de planos de saúde com base na RN 295 promete continuar a promover uma saúde suplementar mais justa, transparente e sustentável no Brasil. À medida que o setor evolui e novas demandas surgem, é fundamental que as regulamentações acompanhem essas mudanças e continuem a atender às necessidades e expectativas dos consumidores, das operadoras e da sociedade como um todo.

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Dulce Delboni Tarpinian

Dulce Delboni Tarpinian

Atuo há 20 anos no segmento de Contact Center. Em 2006 fundei a Estrutura Dinâmica empresa que oferece humanização, resolutividade e inovação no atendimento.
Dulce Delboni Tarpinian

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