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O que faz a diferença numa Empresa que dá certo?

De tempo em tempo aparece uma pesquisa que busca desvendar uma das mais intrigantes questões corporativas – existem fatores determinantes para o sucesso de uma empresa?

Uma das mais bem-conceituadas sondagens foi feita pelo ex-professor de Stanford Jim Collins e resultou no best-seller Feitas para Durar, publicado em meados dos anos 90. Numa nova tentativa de responder à questão, os americanos William Joyce, professor da Amos Tuck School of Business, e Bruce Roberson, ex-sócio da McKinsey, e o indiano Nitin Nohria, de Harvard, publicaram recentemente O Que (Realmente) Funciona, lançado no Brasil pela editora Campus.

Durante dez anos, a partir de 1986, eles monitoraram a maneira como 160 companhias, inicialmente com o mesmo desempenho financeiro, utilizavam 200 ferramentas de gestão. Pela primeira vez um estudo do gênero  considerou não apenas as práticas das empresas vencedoras e das perdedoras mas também das que entraram em declínio e em ascensão. Isso, segundo os próprios autores, permitiu distinguir com mais propriedade as práticas que levam ao sucesso ou ao fracasso.

Os resultados podem surpreender porque a resposta parece estar no apego a aspectos elementares da gestão. As 40 companhias consideradas de sucesso excederam as expectativas em quatro práticas básicas – execução, estratégia, cultura e estrutura – e em dois dos quatro aspectos considerados pelos autores como secundários – talento, inovação, liderança e parcerias. A combinação resultou na fórmula 4+2. “Não é uma teoria”, dizem os autores. “É uma bússola que funciona em qualquer ambiente empresarial”. Veja a seguir os princípios dessa fórmula.

1.  Desempenho – O segredo não está em seguir os modismos gerenciais ou privilegiar uma ferramenta de gestão específica em detrimento de outra. O estudo não detectou nenhuma relação entre a aplicação de determinadas práticas – terceirização, por exemplo – e o desempenho da companhia. O que realmente interessa é como seus executivos gerenciam as ferramentas que escolhem. As melhores invariavelmente primavam por uma implementação exemplar.

2.  Estratégia – Não importa se sua estratégia é vender barato ou prestar ótimos serviços – desde que seja clara para executivos, funcionários e clientes. Um exemplo: a varejista americana na Dollar Gerenal, uma das vencedoras na pesquisa, vende produtos a preços baixos, em lojas pequenas, em cidades pequenas, com itens escolhidos tendo os clientes em mente. Outra varejista, a também americana Kmart, listada entre as perdedoras, teve vários presidentes durante o período do estudo que desenharam diferentes redirecionamentos estratégicos.

3.  Cultura – Segundo os autores, é um erro que o desenvolvimento de uma cultura corporativa não seja normalmente levado tão a sério quanto a operação. O estudo mostrou que as melhores se dedicam à criação de uma cultura voltada para o desempenho – não apenas entre os executivos, mas entre todos os funcionários. Enquanto 90% das vencedoras ligavam fortemente recompensa financeira ao desempenho, apenas 15% das perdedoras fizeram o mesmo. Na siderúrgica Nucor, outra vencedora, o salário-base é menor do que o da média da indústria, mas é compensado por bônus generosos atrelados ao resultado financeiro.

4.  Estrutura – Esse talvez seja um dos itens mais unânimes entre executivos e também um dos mais difíceis de implementar. Os autores acreditam que não haja nada errado com a burocracia por si só. A questão é quando procedimentos e protocolos – necessários em qualquer empresa – assumem proporções asfixiantes.

5.  Liderança – As características pessoais do presidente – se era expansivo ou tímido, paciente ou impaciente, visionário ou voltado para detalhes – não se provaram determinantes. Outras qualidades, sim. Uma das principais: construir relacionamentos pela empresa e inspirar os demais executivos a fazer o mesmo. Outra: detectar oportunidades e problemas claramente.

6.  Talentos – Desenvolva e mantenha talentos. Os pesquisadores descobriram que um dos maiores sinais de que uma empresa chegou a um estágio avançado nesse aspecto é a facilidade com que substitui profissionais perdidos para a concorrência. Em média, as perdedoras tiveram de buscar executivos fora da companhia duas vezes mais que as vencedoras. De acordo com os autores, ainda é comum que empresas se desdobrem para não perder um cliente e não movam um dedo para manter um funcionário.

7.  Inovação – Trata-se basicamente de ter coragem e vontade de canibalizar produtos ou processos antigos em favor de um novo. Mesmo nos detalhes mais simples do negócio. Na Home Depot, a maior rede de lojas de móveis americana, por exemplo, quando uma loja faz tanto sucesso que os funcionários não podem mais manter um clima agradável, eles abrem outra ao lado.

8.  Parcerias – Fazer parcerias é uma maneira de crescer rapidamente. Nem por isso menos complexa. As empresas bem-sucedidas privilegiaram negociações menores e mais freqüentes. Em geral, elas compraram empresas com cerca de 20% de seu tamanho a cada dois ou três anos.


Fonte: Revista EXAME

 

 



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